Do autor... Era um sonho que gostava de viver e ter o prazer de acordar dele.

Os tempos mudam. Os tempos que já foram de respeito pela dignidade humana passaram. Agora são de respeito pela dignidade numerária. Adoram-se as notas e as moedas, e não estamos a falar de Numismática. Adora-se o poder, o mediatismo, as aparências. Tudo aquilo que julgamos fazer-nos felizes (?).
E as vontades onde ficam ? Onde estão ?
Não me parece que queiramos fazer mal a nós próprios, ou queremos ?
A teia social é de tal maneira complexa que nos arrastamos nesta sociedade, sem vontade pessoal. Fechamo-nos em casa, contemplamos a televisão ou o computador e recebemos doses massivas de cultura, notícias e frivolidades. E distraímo-nos, mais nada.
A contagem decrescente já começou para toda a Humanidade. Revertê-la seria um feliz passe de prestidigitação.


Acordei e afinal tudo o que sonhava era verdade.

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Léo Ferré - Préface

Não se esqueçam que somos latinos e embora digam que os franceses são “chauvinistas”, e são na realidade, eles não fazem mais do que defender a sua cultura e a sua arte. Bem gostaria que fossemos assim, mais que não fosse para não andarmos a dar ouvidos, por exemplo, a questões de linguística pouco sensatas e culturais que têm mais a ver com questões sócio-comerciais.
O Português é que, linguisticamente, deriva directamente, do Latim.
Se alguém tem de se sujeitar a lê-lo, escrevê-lo e pronunciá-lo como deve ser, são os outros, nós já o tentamos fazer desde que o aprendemos, na escola.
Será que iremos deixar destruir a nossa língua, o nosso querido português ?

Já andou por cá no meu “Mudam-se os Tempos…”, e irá voltar de certeza, aqui fica a extraordinária poesia “Préface” dita pelo seu autor, o último poeta “maldito”, infelizmente já falecido e que nos deixou uma obra extraordinária, falo-vos de Léo Ferré. Aqui no Olimpia em 1972, embora esta poesia pertença ao álbum “Il n’y a plus rien”, de 1973.

Léo Ferré (24-08-1916 – 14-07-1993) – Ferré era filho de Joseph Ferré, director do pessoal do casino de Monte Carlo e de Marie Scotto, costureira de origem italiana. Interessou-se muito cedo pela música. Com apenas sete anos integra o coro da catedral do Mónaco e aí aprende solfejo e harmonia. Descobre a polifonia entrando em contacto com as obras de Palestrina e de Tomás Luis de Victoria. Mais tarde, descobre Beethoven, representando um concerto na ópera de Monte Carlo. Foi um poeta, anarquista e músico de origem franco-monegasco. Enquanto músico foi autor, compositor e intérprete de um grande número de canções. Mónaco viu-o nascer, Paris viu-o viver, e a Itália, em Castellina (Chianti - Toscana), viu-o morrer.

segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

E elas contam as vidas de labuta

E elas contam as vidas de labuta
Quem não ficou à deriva alguns dias
Navegam há séculos, anos, meses …
A dura faina veio e ficou
Venturas só naquilo que se embruxou
Riem-se umas para as outras
Fazem pouco do seu corpo já envelhecido
Algumas choram bocados de convés já carcomido
Mas não deixam de pintar os olhos
De pôr rímel nas pestanas
Quiçá de pôr estrelas no lugar dos olhos
Abonecaram-se para o peixe seduzir
Vestem-se de cores garridas para a fotografia
Partem de noite e chegam já sem dia

Ricardo Santos - Lx 35 - 04/02/1983

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Lisboa – Colégio Académico e Pastelaria Versailles

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A fundação do Colégio Académico data de 1926 e a sua actividade teve início num edifício situado junto à Rua do Arco da Bandeira.
Em 1928 foi transferido para as instalações do extinto Colégio Francês, na Rua Álvaro Coutinho n.º 14 aos Anjos. Quatro anos mais tarde, foi criada a secção feminina que se instalou no edifício da Av. da República n.º 13, onde anteriormente tinham funcionado o colégio Inglês e a escola Minerva.
A secção masculina manteve-se no edifício dos Anjos até 1975. Coma cedência do edifício dos Anjos ao estado em 1975, o Colégio - sito na Av. da República - que entretanto adoptara o nome de "O Novo Académico" passou a ser misto.
A partir de 1981 o Colégio retomou a sua antiga designação de "Colégio Académico". Com paralelismo pedagógico desde 1978 e autonomia pedagógica a partir de 87, ao longo dos seus anos de existência, tem provas dadas quanto à qualidade de ensino que ministra e orgulha-se de ser responsável pela educação de muitos cidadãos portugueses.
Na sequência das actuais exigências de modernização do ensino e de uma maior abertura à Comunidade, o Colégio Académico em 1994 passou a ser membro do sistema de escolas associadas à Unesco, em 2010 gostaria de ser uma Eco-Escola e renovar a parceria com a Unesco.
Desde 2006 promove o “CO2 Neutrality Program”.

http://www.academico.edu.pt/

A Pastelaria Versailles é uma das pastelarias históricas da cidade de Lisboa, Portugal. Situada na Avenida da República, no número 15A, foi inaugurada em 1922.
http://www.pastelariaversailles.com/base_00.swf

Musicalmente vai ficar a acompanhar-nos aquele que foi um dos grandes pianistas de Jazz de todos os tempos, fala-vos de Bill Evans, o qual já trouxe aqui ao “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” algumas vezes e continuarei a trazer, sempre que possível ou fizer sentido.
Vamos ouvir o tema “Haunted Heart” (Deitz/Schwartz), com Bill Evans (piano), Scott Lafaro (contrabaixo) e Paul Motian (bateria), do álbum “Explorations”, gravado em 2 de Fevereiro de 1961, em New York.

Bill Evans (16-08-1929 – 15-09-1980) – Pianista americano, um dos mais importantes da História do Jazz. É uma referência do piano de Jazz pós anos 50.
Sua mãe era pianista amadora com interesse em compositores clássicos modernos, o que originou sua formação clássica ao piano aos 6 anos de idade. Aprendeu flauta aos 13 anos e também tocava violino. Nos anos 40, tocou boogie woogie em vários clubes de New York.
Bolsista da Universidade Southeastern Louisiana onde se formou em piano e ensino da música. Mais tarde estuda composição no Colégio de Música Mannes. Após algum tempo no exército, tocava em vários clubes de dança com clarinetistas e guitarristas de jazz. Trabalhando em Nova Iorque nos anos 50, Evans ganhou fama como “sideman” em bandas tradicionais e as chamadas “Third Stream”.
Durante esta época, ele teve a oportunidade de gravar em vários contextos com alguns dos maiores nomes do jazz, entre eles George Russell (piano), Charles Mingus (contrabaixo), Oliver Nelson (saxofone) e Art Farmer (trompete).
Em 1956 lançou seu álbum de estreia, New Jazz Conceptions, para a Riverside Records, já incluindo aquela que se tornaria a sua mais conhecida composição, "Waltz for Debbie".
Seu uso da harmonia impressionista, suas interpretações inventivas do repertório tradicional de jazz e suas linhas melódicas sincopadas e polirrítmicas influenciaram toda uma geração de pianistas, incluindo Herbie Hancock, Denny Zeitlin, Chick Corea e Keith Jarrett. Seu trabalho continua a influenciar jovens pianistas como Fred Hersch, Esbjörn Svensson, Bill Charlap e Lyle Mays (músico companheiro de Pat Metheny no PMG, há mais de 20 anos), e músicos que tocam outros instrumentos, como o guitarrista John McLaughlin.
22 álbuns na sua discografia. Infelizmente morre aos 51 anos, mas deixa-nos muita música para ser mastigada pelos nossos ouvidos.

O Espaço Melómano – Blues (I)

Rui Veloso (30-07-1957 - 20xx) – É um cantor, compositor e guitarrista português, embora nascido em Lisboa, mudou-se para o Porto com apenas três meses. Considerado por muitos como o Pai do Rock Português, movimento musical surgido no início da década de 80, foi como intérprete de blues que começou a sua carreira numa banda de garagem chamada “Magara Blues”.
Toca harmónica desde os 6 anos. Diz-se apreciador de B.B. King e Eric Clapton, entre outros nomes consagrados. Actuou por duas vezes com o primeiro no Coliseu do Porto e no de Lisboa, em concertos aplaudidos pela crítica. É reconhecido internacionalmente como o mais autêntico “bluesman” português.
A sua obra é notável e foi já reconhecida pelo Estado Português na figura do então Presidente da República, Mário Soares, que lhe atribuiu a Grã-Cruz da Ordem do Infante. É o segundo nome da música portuguesa que mais páginas tem destinadas na "Enciclopédia da Música Portuguesa", só ultrapassado por Amália Rodrigues.
9 álbuns, mais 3 “ao vivo” e 2 compilações.

1º. Tema – “Morena De Azul”, do álbum “Mingos e samurais” de 1990. Aqui no Festival “FAME 09” em Ansião, no dia 8 de Agosto de 2009;

2º. Tema – “Stormy Monday Blues“ (T-Bone Walker), original de 1947, aqui ao vivo no Coliseu dos Recreios, em 1988;

3º. Tema – “A Rapariguinha Do Shopping”, de 1980, do álbum “Ar de Rock”, aqui no Pavilhão Atlântico, em 10 de Novembro de 2006.

In Wikipédia – adaptado e/ou traduzido por Ricardo Santos)





O Espaço Melómano – Rock (III)

Elkie Brooks (25-02-1945 – 20xx) – Elaine Bookbinder, nascida em Broughton, Salford, é uma cantora inglesa, a vocalista do grupo “Vinegar Joe” e mais tarde, vocalista a solo. Nasceu judia em Salford, Inglaterra e cresceu em Prestwich. Ela frequentou a “North Salford Secondary Modern School”.
Brooks começou a cantar, profissionalmente, aos 15 anos, e estreou-se com uma música de Etta James, intitulada “Something’s Got A Hold On Me”, a qual foi gravada para a etiqueta Decca em 1964. Ela esteve pelo jazz britânico durante a década de 60, onde conheceu Humphrey Lyttelton, da qual ficou amiga até à morte de Lyttelton em 2008. Ela colaborou com o grupo “Small Faces”, no início da sua carreira, introduzindo-os em vários eventos. Logo no início dos 60 deu suporte aos Beatles no espectáculo de Natal em Londres. Fez digressões nos Estados Unidos com “The Animals” e colaborou com Jimi Hendrix. Possui 19 álbuns, mais 5 “ao vivo”, 2 compilações e 47 singles.

1º. Tema – “Pearl’s A Singer“, em 1977, com Elkie Brooks (teclas), Tim Hinkley (piano), Steve York (baixo), Trevor Morais (bateria) e Pete Gage (guitarra);

2º. Tema – “Fool If You Think Its Over“, no excepcional programa alemão “Tops Of The Pops” em Fevereiro de 1982;

3º. Tema – “Proud To Be A Honky Woman“, com os “Vinegar Joe”, compostos por, Robert Palmer (vocals e guitarrra),Pete Gage (guitarra), Mike Deacon (teclas), Steve York (baixo), Alan Powell (bateria).

In Wikipédia – adaptado e/ou traduzido por Ricardo Santos)





Bruno Bozzeto (Far West)


Bruno Bozzetto (Milão, Itália, 03-03-1938 – 20xx) – É um animador de “cartoon” (desenho em quadrinhos) italiano. Criador de inúmeras curtas-metragens de animação, a maioria de cariz social, político e ecológico. Criou a sua primeira curta-metragem “Tapum! The Weapons’ Story” em 1958, com a idade de 20 anos. A sua mais famosa personagem é o “Sr. Rossi”, criatura pequena e feliz. Desta personagem existem três filmes: “Mr. Rossi Looks For Hapiness”, de 1976; “Mr. Rossi’s Dreams” e “Mr. Rossi’s Vacation”, ambos de 1977.

A peça que vamos ver/vimos é/foi “Far West”.

(In Wikipédia, excerto adaptado por Ricardo Santos)


Zé Pedro Gomes e António Feio (Filme da Treta)


Filme da Treta é um filme português produzido pela SIC, em sequência de promoções publicitárias durante as pausas para propaganda. As Filmagens rondaram em Lisboa em 2006.
O filme foi apresentado pela primeira vez no “Optimus Open Air”, e foi um sucesso, segundo dados oficiais, mais de 200.000 pessoas assistiram à película de humor. O filme, era uma colagem de sketches humorísticos, tendo como principal fio à meada, as personagens de Toni, e Zezé, de «Conversas da Treta», que também foi passado pela SIC. A linguagem brejeira, mas sem palavrões, era uma marca do filme.
Depois da série televisiva, dos espectáculos de teatro e do livro, a Conversa da Treta transforma-se em "Filme da Treta" e Tóni e Zézé (António Feio e José Pedro Gomes) invadem o grande ecrã. Na sequência de uma visão apocalíptica que teve durante um espectáculo na cabine de um "peep-show", Zézé resolve juntar-se à Ordem dos Caracolários Descalços. Durante a sua clausura num mosteiro, Tóni vai visitá-lo. Juntos vão recuar no tempo e relembrar todas as suas aventuras.
Os personagens Zézé e Toni são baseados nos personagens holandeses [Van Kooten en de Bie], um alto menos esperto com botas de cowboy e o outro baixo, esperto e com bigode, ambos habitam num bairro degradado, Schilderswijk em Haia. As emissões holandesas foram transmitidas no princípio dos anos 80.

José Pedro Gomes - Zezé
António Feio - Toni
Marco Horácio - Zé Cágado
Maria Rueff - Mulher de Zezé
José Raposo - Bifinhos
António Melo - Galhetas
Joaquim Nicolau - Ramalho
Rui Paulo - Lambretas

In Wikipédia – adaptado e/ou traduzido por Ricardo Santos)

3 Dukes (genérico)


The Dukes of Hazzard (Os 3 Dukes, em Portugal), foi uma série exibida originalmente de 1979 a 1984 nos EUA. Criado por Gy Waldron, era protagonizada por Tom Wopat (Luke Duke) e John Schneider (Bo Duke).
A série passava-se em Hazzard County, uma cidadezinha do interior, em que Bo Duke e seu primo Luke Duke andavam sempre metidos em confusões com o xerife Rosco Coltrane (James Best), acompanhados pelo inseparável General Lee, um Dodge Charger RT69 de cor laranja, com os números 01 estampados nas portas. A série contava também com Jesse Duke (Denver Pyle), tio dos rapazes, sua prima Daisy Duke (Catherine Bach), o chefe Hogg (Sorrell Booke) e o faz-tudo Cooter (Ben Jones).
Em Setembro de 2005 foi lançado um filme chamado "Os Gatões, Uma Nova Balada", com Jessica Simpson (Daisy Duke), Johnny Knoxville (Luke Duke) e Seann William Scott (Bo Duke).

In Wikipédia – adaptado e/ou traduzido por Ricardo Santos)


Logotipos CTT - Anedota (XXXVI)

Em 10-01-2008. Obrigado.

Logotipos CTT

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Recordações de 7 de Outubro de 1974







“Meus senhores isto aqui a Cavalaria é outra tropa. Aqui vocês são dois dedos acima de polícia, três abaixo de cão !”… já nem me lembro quem disse isto.

Ao mesmo tempo ainda bem que me enganei na estação e em vez de sair em Santarém saí em Torres Novas, uns bons quilómetros à frente. Logo no primeiro dia fartei-me de gastar dinheiro. Um carro de aluguer para me levar de retorno a Santarém, à Escola Prática de Cavalaria (Destacamento), onde penso que hoje, ainda é o quartel da GNR ou da PSP, já não me lembra. Também já não paro nesta cidade escalabitana há alguns anos. O destacamento fechou ao terminar esta recruta de instruendos do CSM (Curso de Sargentos Milicianos) e, logo de seguida, quando da descolonização veio a alojar ex-colonos, os polemicamente chamados de "retornados".
Como costumo dizer, andei a fechar quartéis. Um na recruta e outro na especialidade.

O negócio da guerra estava a terminar. As colónias independentes, os soldados nas últimas missões, agora de paz, em cada uma das colónias, Avizinhava-se um processo de descolonização muito complicado e difícil que trouxe, como sabemos, graves divergências e polémicas políticas, num passado ainda breve. Lembro-me das palavras da minha Mãe, quando a guerra em África começou – “Quando chegar a tua altura de ires à tropa, a guerra já acabou !” – estávamos nessa época, a meio da década de 60. A verdade é que ainda estive mobilizado para Angola e fui formar batalhão em Santa Margarida, o BCaç 4513, no Verão “quente” de 1975.

O táxi parou à porta de armas do destacamento. Paguei e entrei. Mostrei os meus documentos. Com o cabelo por cortar, esperavam-me na cauda da bicha, um grupo de três alentejanos. Era dessa fila de mancebos que se ia alimentando a feitura dos pelotões.- Ò nosso furriel… - dizia o Cabaço com entoação alentejana - cabelinho comprido hem ??!! Valadeiro e Sardinha riam. No dia seguinte esperava-me o corte do dito, no “Gasolinas” que era o cabo responsável pelo combustível e que fazia um biscate de barbeiro. Ao final da tarde, estavam formados dois esquadrões de recrutas, com 5 pelotões cada, e com mais ou menos 35 homens por pelotão. Tudo isto era o Curso de Sargentos Milicianos do 4º. Turno de 74, em Santarém. Nas Caldas e em Tavira também sairiam recrutados futuros sargentos milicianos neste turno.

O 25 de Abril já tinha acontecido, estávamos em Outubro. A EPC tinha feito história nessa data, com a sua coragem e audácia, liderada por homens como o Capitão Salgueiro Maia e o alferes Maia Loureiro. O alferes era por sinal o comandante do 4º. Esquadrão que ali se tinha acabado de formar. O meu esquadrão era comandado pelo Tenente Miguéis.

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Lisboa – Rossio e Estação

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A Praça de D. Pedro IV, mais conhecida pelo seu antigo nome de Rossio, tem constituído o centro nevrálgico de Lisboa desde há seis séculos. Assistiu a touradas, festivais, paradas militares e também a autos-de-fé durante a Inquisição.
Hoje assiste a ocasionais comícios políticos, e os seus sóbrios edifícios pombalinos, estão ocupados por lojas de recordações, joalharias e cafés.
Em meados do século XIX a praça foi calcetada a preto e branco, com padrões ondulantes. Foi um dos primeiros desenhos desse tipo a decorar os pavimentos da cidade. No lado norte da praça fica o Teatro Nacional D. Maria II, que recebeu o nome da filha de D. Pedro, D. Maria II.
Estátua de D. Pedro IV - No centro da praça, ergue-se a estátua de D. Pedro IV, vigésimo oitavo rei de Portugal e primeiro imperador do Brasil independente. Na sua base, as quatro figuras femininas são alegorias à Justiça, à Sabedoria, à Força e à Moderação, qualidades atribuídas ao Rei-Soldado.
Criou-se uma lenda urbana de que a referida estátua de D. Pedro IV na verdade teria sido, originalmente, concebida para o imperador Maximiliano do México. Como o imperador mexicano foi fuzilado em 1867, pouco antes do término da estátua, prontamente teria sido essa reaproveitada para o projecto de revitalização do Rossio, o que explicaria as – supostas – semelhanças da estátua do rei português com a figura do imperador mexicano. Vários estudiosos, como o historiador José Augusto França em A arte em Portugal no século XIX, já se demonstravam contra essa teoria, visto que a peça apresenta claros sinais de se tratar duma figura nacional portuguesa: os escudos nos botões, o colar da Torre e Espada e a Carta Constitucional. Recentes descobertas na base da estátua em meados de 2001, durante obras de restauro, reafirmam tratar-se da figura de D. Pedro IV - dois frascos de vinte centímetros cada, contendo documentos e uma fotografia revelada em albumina, que estão a ser analisados pelo Instituto Português de Conservação.

Estação Ferroviária do Rossio - É uma estação da linha de Sintra da rede de comboios suburbanos de Lisboa. Fica situada entre o Rossio e a Praça dos Restauradores, em Lisboa.
Foi autor do projecto o arquitecto José Luís Monteiro, por encomenda da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses. A obra teve início, em 1886, tendo sido adjudicada a uma empresa belga, e incluiu, além da construção da estação, a escavação do túnel ferroviário, a ligação rodoviária à Calçada do Carmo e a construção do Hotel Palace.
Foi inaugurada em 23 de Novembro de 1890, com o nome de Estação da Avenida.
Durante muitos anos o Rossio foi a estação central de Lisboa, estação terminal de comboios nacionais e internacionais, que a ela chegavam pelas Linha de Cintura e Linha do Oeste.
Com o aumento de tráfego da linha de Sintra, a estação do Rossio passou a estar apenas destinada ao tráfego suburbano de passageiros, sendo os restantes comboios transferidos novamente para a estação de Santa Apolónia (com a excepção, durante alguns anos, dos comboios da linha do Oeste).
A linha de acesso à estação foi electrificada em 1956, pondo fim aos problemas ligados ao fumo dentro do túnel.

O tema escolhido para ilustrar musicalmente estas fotografias é o tema de António Pinho Vargas, “La Corázon”, do álbum “Os Jogos do Mundo” de 1989, com a presença de APV (Yamaha grande piano), José Nogueira (saxofone alto e saxofone Selmer), Mário Barreiros (bateria Pearl e pratos Sabian), Pedro Barreiros (contrabaixo), Quico (sintetizadores Roland D-50, Júpiter 8, MKS-80, S-550) e Rui Júnior (tablas e percussão)

António Pinho Vargas (1951-20xx) – Nascido em Agosto em Vila Nova de Gaia, tem uma carreira musical longa e rica de experiências. Funda em 1970, a “Associação de Música Conceptual”, conjuntamente com Carlos Zíngaro e Jorge Lima Barreto. Licenciado em História pela Faculdade de Letras do Porto, enfrenta alguns anos de dificuldade pessoal por querer ser músico de “jazz”. Malpertuis, Bambu, Faces, Fora de Moda, Ritual, são álbuns de outros músicos com quem participa. Em 1983 estreia-se com o álbum “Outros Lugares”. Depois não pára e compõe e edita outros álbuns, tais como: Cores e Aromas; As Folhas Novas mudam de Cor; Os Jogos do Mundo; Selos e Borboletas. No teatro e cinema, com bandas sonoras: “Hamlet”; Tempos Difíceis; Aqui na Terra, Cinco Dias, Cinco Noites. Também música erudita e ópera, com “Os Dias Levantados”.
E nunca mais parávamos de falar de APV, este excelente compositor e intérprete que é mais uma pérola do tão abandonado panorama musical português.

Excertos de:
http://www.cantodaterra.net/ct/site/biografias/biografia.asp?id=61